Termina o mês de agosto com a comemoração do Dia do Catequista. Lá fora já está setembro, à soleira da porta. Vai ser um tempo, neste ano, dedicado a uma leitura aprimorada do Livro de Jonas, que é colocado neste mês da Bíblia para nossa reflexão. São dois momentos que se entrelaçam, chamando a atenção de todos para a missão de cada um.
É a força de nosso batismo que aflora, de maneira palpitante, no campo da consciência cristã. Jonas, quando ouve a voz do chamado, é resoluto. Levanta-se e põe-se a caminho, mas em direção contrária à indicação divina. Ao invés de ir anunciar em Nínive a Palavra de Deus, procura esquivar-se, afastando-se para bem longe daquela ordem do ide e anunciai. É manifestar nenhum interesse de ver brilhar a glória de Deus. Longe de sua face, longe de sua presença. Mas, como judeu, da linhagem do povo escolhido, se esqueceu de que os decretos divinos são irrevogáveis.
Pelas linhas tortas de nossa escrita, Deus faz seu amor chegar, em linhas retas, ao coração dos homens. Nínive se converte. Os pagãos reconhecem a grandiosidade do Deus de Jonas. E este fica curtindo o seu mau humor ao ver a misericórdia de Deus. E aí a gente fica pensando: os critérios divinos não são os nossos critérios. Somos levados a compreender que Deus não quer comprar os nossos projetos nem se ater à insignificância de nossos propósitos.
A conclusão se impõe e nos questiona a nós que somos catequistas: é o nosso projeto que procuramos desenvolver na alma dos catequizandos ou é o plano do amor de Deus que deve ser acolhido em nossa atividade catequética? Respondamos e passemos à frente.
Não nos deixemos contagiar pelo mau humor de Jonas!... nem pelo comodismo e vaidade de nossos tempos!
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