quarta-feira, 21 de julho de 2010

Pense antes de contar uma fofoca... leia!

Pense nisto!


As 3 Peneiras



Um rapaz procurou Sócrates e lhe disse que precisava contar algo sobre alguém. Sócrates, então, tirou os olhos de um livro que lia e perguntou:



-O que você vai me contar já passou pelas três peneiras?

-Três peneiras?
-Sim. A primeira é a verdade.
O que você quer contar dos outros é um fato?
Caso tenha ouvido falar, a coisa deve morrer por ai mesmo. Suponhamos que seja verdade.

Deve passar então pela segunda peneira: a bondade.
O que vai contar é coisa boa? Ajuda construir ou destruir o caminho ou a fama do próximo?

Se o que você deseja contar é verdade, é coisa boa, deverá passar ainda pela terceira peneira:
a necessidade.
Convém contar? Resolve alguma coisa? Ajuda a comunidade? Pode ajudar o planeta?

E arremata Sócrates: Se passar pelas três peneiras, conte!
Tanto eu, você e seu irmão temos que nos beneficiar. Caso contrário, esqueça e enterre tudo. Será uma fofoca a menos para envenenar o ambiente e fomentar a discórdia entre irmãos e colegas do planeta. Devemos ser sempre a estação terminal de qualquer comentário infeliz.



 Jesus, eu confio em Vós.

3 comentários:

  1. Talvez o narrador não passasse da primeira peneira dado o pequeno compromisso que às vezes tem com a verdade. Quando registra o acontecimento não raro o fato fica descaracterizado pelas circunstâncias emocionalmente descritas ou gesticulação de convencimento de tal movimentação ou ambiente e local enriquecidos ou agigantados de tal forma que a verdade passa a ter um rosto de megera. A verdade deve ser simples e de poucos traços. Por isso é que a gente fica na suposição de que aquilo é verdade para não perder o amigo.

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  2. Se a bondade reflete Deus, a verdade juntamente com a beleza nos põem no caminho da perfeição. A bondade é outro nome de Deus. Se a verdade vai para a inteligência, a bondade desce ao coração, onde se produzem os sentimentos de amor, que marca o indivíduo e nos desenha na mente o seu rosto de pessoa agradável. Assim o indivíduo serve para companheiro nosso e o buscamos para o nosso convívio. De um jeito ou de outro, todos o acolhem.

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  3. Alimentamos no pensamento dois conceitos : o da necessidade que se retrata por uma coisa que não pode deixar de ser. Ela tem que acontecer - e o da contingência que pode ser como pode também não ser. Pode não acontecer. Se declarado, pode cheirar ou pode não cheirar. Se declarado, fica também a coisa do mesmo tamanho. Por isso que o filósofo da sicuta é categórico. Se o fato beneficia, conte. Se não, faça ouvido de mercador, se ele for contado.

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